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Saúde e gestão devem andar juntas

Data: 20/04/2017

Existente desde 1998, o MBA em Saúde com ênfase em gestão de clínicas e hospitais terá mis uma turma lançada na Ideal Conveniada FGV no dia 24 de maio. Sobre o curso, a FGV conversou com o coordenador do MBA, Jamil Moysés Filho, que esteve no mês de abril em Belém. Confira.

 

Qual a necessidade observada para aplicar um curso de saúde voltado para a gestão de clínicas e hospitais?

Jamil –O MBA em Saúde é um curso de gestão com foco em clínicas e hospitais e aqui em Belém já estamos na nona turma, o que significa que os profissionais da área, sendo do setor público ou privado, sentem  a necessidade de ter uma formação em gestão para aplicar no dia-a-dia da saúde. E hoje, já prestes a lançar a décima turma, temos um curso amadurecido, com inovações a cada ano, pois à medida que vão surgindo novas regras, vamos adotando em sala de aula. E com o conhecimento adquirido, muitos alunos já abriram seu próprio negócio ou de alguma forma ascenderam na carreira.

 

De modo geral, o que o aluno pode esperar do MBA?

Jamil –Um dos nossos objetivos é fazer o aluno pensar e agir estrategicamente, contando com o auxílio de referências passadas em aula. É fazer com que o profissional tenha uma visão macro do sistema de saúde, como se pudéssemos dar um zoom para perceber como cada ator desse sistema age, seja governo, distribuidoras, clínicas, indústria de materiais de medicamentos, etc. É importante ter essa visão macro porque a cada ano que passa há mais regulação e fiscalização, e quando aumentam as exigências, diminui o lucro, então as empresas estão reduzindo o lucro líquido, aliás, isto está acontecendo com a gente mesmo. Estamos ganhando mais ou menos a mesma coisa mas tá sobrando menos. Por quê? Energia aumentou, passagem aumentou, serviços, tudo, até mais do que a inflação. E com empresas de saúde não é diferente. Isto faz com que tenhamos que ter uma postura cada vez mais empresarial, claro que dentro de princípios éticos, morais e legais. A área de saúde tem uma componente política muito forte, partidária e não partidária, tem forte componente social, além de que tudo em saúde dá repercussão, então temos que reforçar o pilar da gestão. Não é pra deixar de ser humano, mas temos que cuidar das organizações, privadas e públicas, afinal não é porque é pública que tem que ficar caindo aos pedações, acredito que tenha que ter um orçamento mais adequado, gestão mais transparente, e o curso ajuda nesse sentido com as aulas de governança corporativa, planejamento estratégico, marketing adequado para a ética média, dentre outras.

Você falou a respeito do pensamento estratégico, em observar o sistema de forma macro, mas e para o dia-a-dia, há ferramentas aprendidas que o profissional possa aplicar praticamente no cotidiano do trabalho?

Jamil –Claro! Principalmente no que tange a custos, a saber controlá-los. Então, em um sentido figurado, é como se no curso tivéssemos lentes bifocais, com lentes para longe e para perto. Utilizamos a de longe para saber no que investir, quais as melhores soluções. As de perto, são as ferramentas técnicas de gestão que vamos aplicar para resolver as questões do dia-a-dia. 

 

ASCOM

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